quarta-feira, outubro 21, 2020

Não sou eu!

 


Há tempos leio coisas do tipo:  sou difícil de decifrar, sou independente e não sou para qualquer um. Sou difícil de achar e...azar de quem perdeu... (Desculpaê, mulherada!)

O que vejo aqui, são pontos bem característicos:

EU- Ego ou o nome que queira dar, está no centro de tudo: sou isso, aquilo, eu me basto. - pronto, justificamos o "ser".

O RESTO - São os outros - o qualquer um, o que me aguente, o que não valoriza, ou aquele que me perdeu.

O ser humano parou.

A importância do outro não tem valor, mas o seu sim, esse tem. Todos queremos ser valorizados, queremos carinho, atenção... Dar, aí são outros quinhentos.

Se tudo der certo, estamos fazendo por onde, se der errado, o outro não ajudou. 

Os Egos estão inflados.

Isso cabe a qualquer tipo de relacionamento, em todas as áreas.

As mulheres são campeãs nisso, desculpaê! Principalmente com o feminismo ditando moda.

A verdade é que todos buscamos cuidados, sermos aceitos com nossos medos, defeitos, inseguranças ou problemas e não conseguindo, nos escondemos em uma bolha.

Ah sim, eu e você estamos nessa. E nela, só se chega quem você quer, deixa ou está disposto à isso.

O problema não é a bolha, o problema, a insegurança, o medo ou o defeito, afinal, somos todos assim.

 O problema a meu ver, é gritar aos quatro ventos a sua segurança em ser, sua independência em não precisar do outro e a dificuldade que é, caso alguém queria se aproximar.

A quem tentamos enganar?

E nesse problema, a bolha vai crescendo, na mesma medida que o ego e a solidão.

Podíamos nos relacionar melhor com os outros e principalmente, com nós mesmos....

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