Há tempos leio coisas do tipo: sou difícil de decifrar, sou independente e não sou para qualquer um. Sou difícil de achar e...azar de quem perdeu... (Desculpaê, mulherada!)
O que vejo aqui, são pontos bem característicos:
EU- Ego ou o nome que queira dar, está no centro de tudo: sou isso, aquilo, eu me basto. - pronto, justificamos o "ser".
O RESTO - São os outros - o qualquer um, o que me aguente, o que não valoriza, ou aquele que me perdeu.
O ser humano parou.
A importância do outro não tem valor, mas o seu sim, esse tem. Todos queremos ser valorizados, queremos carinho, atenção... Dar, aí são outros quinhentos.
Se tudo der certo, estamos fazendo por onde, se der errado, o outro não ajudou.
Os Egos estão inflados.
Isso cabe a qualquer tipo de relacionamento, em todas as áreas.
As mulheres são campeãs nisso, desculpaê! Principalmente com o feminismo ditando moda.
A verdade é que todos buscamos cuidados, sermos aceitos com nossos medos, defeitos, inseguranças ou problemas e não conseguindo, nos escondemos em uma bolha.
Ah sim, eu e você estamos nessa. E nela, só se chega quem você quer, deixa ou está disposto à isso.
O problema não é a bolha, o problema, a insegurança, o medo ou o defeito, afinal, somos todos assim.
O problema a meu ver, é gritar aos quatro ventos a sua segurança em ser, sua independência em não precisar do outro e a dificuldade que é, caso alguém queria se aproximar.
A quem tentamos enganar?
E nesse problema, a bolha vai crescendo, na mesma medida que o ego e a solidão.
Podíamos nos relacionar melhor com os outros e principalmente, com nós mesmos....

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