quarta-feira, novembro 11, 2020

C'est lá Vie or Let It Be

Arte Digital: Julia Kizirian

Vocês já perceberam que às sextas, o texto é diferente, né? 

Enquanto meus comparsas escrevem sobre política e os acontecimentos diários e atuais, sobre a seriedade (às vezes nem tanto assim) e absurdos da vida, eu mudo tudo. 

Enquanto escrevo este texto, me lembro da música C'est lá vie do Emerson, Lake & Palmer, devido ao título, que me transportou para Let It Be dos Beatles, onde qualquer uma delas poderiam ser usadas para o meu título.

Então, você que está lendo pode lembrar de outra também, fique à vontade.

A vida tem seus círculos, ela vem e vai, aperta e solta, algumas vezes parece um tobogã em que você consegue mergulhar e sai todo feliz saltitando para enfrentar a fila, querendo de novo!

Em outras, a água entra pelo nariz e você sai tossindo desesperado, sem ar, jurando que nunca mais vai brincar com isso.

 Borbulha. 

Viver dá medo. 

Muitas vezes em sua fase cruel, ela presenteia de forma sutil e inesperada, marcando presença, caminhando junto e, você nem sabe ao certo como chegou até ali.

São oportunidades visíveis ou não, são sensações únicas e espontâneas.

É ganho de outros, é o sorriso, coisas que serpenteiam em sua cabeça, é achar o impossível possível, é conseguir ou não,  sentir que pode ganhar o mundo diariamente ou sentir que pode algo inimaginável e quando você vê, já foi.

 É exceção e depois excesso.

É perda por um instante, é se jogar para o lado, é a dúvida e o medo, é perceber que não é bem assim. 

E a falta das linhas, a dança das curvas.

São perdas, ganhos e tentativas.

É uma queda de bunda no chão.

É a vida.

(eu tô falando da vida mas, quem disse que você não pode usar esse texto para os dias atuais também?) 😊

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