quarta-feira, novembro 25, 2020

Quando nos perdemos?

 

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O mundo está estranho, valores mudaram, responsabilidades também. "Todos somos iguais" se tornou "temos que ser diferentes".


O ódio mascarado está à solta pelas ruas, mendigando uma alma para se apossar. Tudo agora é preconceito, racismo, politicamente incorreto e as palavras, medidas.
Meu gosto é bom, desde que seja o mesmo que o seu, minha postura é válida  se não fôr de encontro com a sua.

Falam tanto de amor, compaixão mas pouquíssimo fazem ou sentem.
Estamos egoístas. O umbigo se tornou nosso pódio, onde levantamos a medalha e, que seja de ouro, porque prata, pouco interessa. 
Estamos com medo, medo de dizer o que pensamos, sentimos e principalmente, falamos.
 Andamos na corda bamba. 
Vemos o que falam, para só comentarmos depois. 
Temos anseios.
De sorrir com vontade, das risadas de fazer doer a barriga e quase deslocar  o maxilar.
Saudades de sorrir com os olhos e encher o coração. 
Você não se sente assim?
 O mundo precisa de graça, delicadeza e vontade de sermos de verdade. 
Precisamos de amor. De essência.
 É na nossa essência, lá no fundo do peito ou no brilho dos olhos, que ele está contido.

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