Então você se acostuma com o que vem, assim, sem pedir licença, se apossa dos dias e se torna parte dos deles.
Mas nada é permanente, tudo é cíclico e mutável.
Como um escorregão, vamos numa derrapagem, sem freios e pronto, algo muda.
E então perguntamos:
Cadê o bom dia, o sorriso do nada, a conversa fiada, a alegria de estar, o momento do clic, a mensagem mandada, o afago por lá?
Onde foi parar a ausência sentida, a vontade de estar? Tropeçamos no dia, na falta de abraço, no colo que não está lá.
São.coisinhas miúdas, imperceptíveis, que se precisam e some, de repente, de lá....
A vida é um eterno se acostumar.
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